domenica 13 dicembre 2009

A PALAVRA MÁGICA – CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE. (EDITORA RECORD – 2002 – SELEÇÃO DE POESIAS). Di ADRIANA MARIA LEACI

Apesar de ser um volume destinado ao público jovem, os conhecedores do autor não podem deixar de apreciar essa seleção de poesias. Drumond nasceu para ficar: se aprende na escola, se estuda e depois passa a ser, para cada um de nós, um clássico, daqueles que definimos como o poeta preferido. E como Drummond é o maior poeta brasileiro, acaba sendo o preferido de todos. Inspira pessoas de todas as categorias, jovens e adultos, que amam ou que não conhecem o amor, e chega na cabeça e no coração de qualquer um, através de uma linguagem simples, usando palavras de todos os dias, palavras que conhecemos e que acertam nos sentimentos de cada leitor. Palavras que parecem mágicas mas que sempre estiveram presentes em nós. Nesta obra, selecionada por Luzia De Maria, encontramos as poesias mais conhecidas de Drummond, entre elas “José”, “Memória” e a minha predileta “Aos namorados do Brasil”, só para mencionar algumas. Para quem tem sede de poesia só esse livro não basta, porque ao chegar no final, fica aquela vontade de continuar a ler, de continuar a beber da fonte das suas palavras. Deve ser essa a verdadeira magia. Depois dessa leitura, é como não acabar o almoço, ou o jantar. E’ como tomar um sorvete pela metade. Fica aquele desejo que quer mais, que não satisfez, que não saciou. Drummond alimenta as mentes, entra no sangue e permanece. Não é só poesia, é conto, é cronica, é tudo o que a palavra pode construir e ainda é muito mais. E para terminar acrescento um trecho desse livro, que do poeta diz tudo: “Não me leias se buscas flamante novidade ou sopro de Camões. Aquilo que revelo e o mais que segue oculto em vítreos alçapões são notícias humanas, simples estar no mundo, e brincos de palavra, um não-estar-estando, mas de tal jeito urdidos o jogo e a confissão que nem distingo eu mesmo o vivido e o inventado.” Nesse trecho de “Poema Orelha” o autor se revela exatamente pela simplicidade, pela escarsa presunção de ser poeta, e se define como alguém que brinca com as palavras, contando as suas histórias ou somente o que viveu. E após 22 anos da sua morte, o mundo inteiro ainda traduz os seus escritos, legados imortais da literatura.

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