domenica 29 novembre 2009

JORGE AMADO, Tiêta Do Agreste (Editora RECORD). Di Adriana Maria Leaci

Este romance foi publicado em 1977 e, até hoje, foi reeditado mais de vinte vezes. Virou filme de Cacá Diegues em 1996 com Sônia Braga, como Tiêta, e um elenco de atores brasileiros de primeira que todos nós, brasileiros, conhecemos muito bem. Mas ler o livro é outra coisa. Jorge Amado, um dos maiores escritores brasileiros em absoluto, deu lustro à literatura do país e exportou o proprio talento pelo mundo afora. Desaparecido em 2001, seus romances continuam sendo editados e nenhuma geração até hoje abandonou a curiosidade de conhecê-lo e de amá-lo, exatamente como seu sobrenome sugere. Na maior parte das suas obras, relata sobre mulheres que devem enfrentar tabus e preconceitos da sociedade masquilista e patriarcal brasileira.
Neste romance é entusiasmante como o personagem de Tiêta se revela como uma mulher de caráter extremamente forte e capaz de enfrentar uma cidade inteira usando a sua experiência e as suas convicções pessoais. A chave do erotismo é sempre frequente mas, Jorge Amado tem a habilidade de transformar a fraqueza moral do ser humano em sátira, movimentando a história com uma linguagem muito rica e prazeirosa. Como em outros romances, este também se passa no estado da Bahia, na cidade natal de Tiêta, Sant’Ana do Agreste, onde ela volta depois de vinte e seis anos de ausência, desde que foi expulsa de casa pelo pai. Durante os anos em que Tiêta vive longe, não deixa de ajudar a família enviando dinheiro e mantendo o contato através de cartas que recebe em São Paulo. A presença de Tiêta coloca em agitação a população da pequena cidade, pois ela retorna rica e poderosa, viúva e disponível. E’ circundada pelas pessoas mais influentes da cidade, entre políticos, poetas e outros que são literalmente atraídos pelo fascínio da mulher. Tiêta conseguirá marcar todas as pessoas da cidade através do seu modo de viver completamente novo para aquele tipo de sociedade. Pela enésima vez Jorge Amado deixará o leitor preso entre suas páginas, que parecem uma espécie de ímãs de olhos, curiosos de saber qual final reserva o autor para mais uma personagem feminina de grande bagagem de vida.
Pessoalmente, o que aprecio em Jorge Amado é que, na pior situação da história, não passa nenhum sentimento negativo, pois trata qualquer argumento com muita naturalidade, livre e sem pesar nos valores de cada um. Simplesmente bárbaro!

Tiêta Do Agreste - JORGE AMADO. Editora RECORD – 576 páginas. LITERATURA BRASILEIRA - ROMANCES

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